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quinta-feira, 14 de março de 2013

PARA A GERAÇÃO 50

Inicia-se uma turma de teatro na Fundação das Artes a cada semestre. Desde que o curso técnico foi criado, cada turma nova recebe um número: Turma 1, Turma 2...Turma 23... Turma 44 ... e neste semestre ingressou a turma 54.

A Turma 1 conquistou benefícios que ficaram para a Turma 2 e assim até os dias de hoje: montagem de formatura, Polo Cultural Casa de Vidro, profissionais, Galope ... Às vezes uma turma conquistava uma melhor condição de trabalho, mas nem ela mesma desfruta disso, apenas as turmas seguintes.
Peço desculpa pela minha incapacidade de não seguir este texto de outra forma, mas coloco-me aqui na primeira pessoa, na necessidade de dividir uma parte do processo da minha Turma na Fundação das Artes. Sou da Turma 49.

A Turma 49 entrou na Fundação no 2° semestre de 2010.  Estava se formando a Turma 43, que montou ‘’Teatragem’’, espetáculo de rua. As montagens da Fundação das Artes ficam cerca de dois meses em cartaz, com apresentações todos os sábados e domingos. À época, um dos motivos da escolha dessa estética teatral era pela, então, promessa de reforma do teatro Timochenco Webhi (teatro/sala de aula da FASCS). Assim, a Turma 49 entra na Fundação com a promessa de um dia ter sua temporada em um teatro reformado e com, pelo menos, condições de apresentação, afinal, tínhamos, naquele momento, três anos pela frente.

Em 2011 foi a vez da Turma 44, com uma montagem maravilhosa, sensível e emocionante. “Arritmia” marcava a estreia de trabalhos da Fundação das Artes no Polo Cultural Casa de Vidro. Naquele ano, a Turma 49 que já estava na Fundação, ainda em segundo semestre do curso, com a possibilidade de um dia, ter sua temporada no Polo Cultural Casa de Vidro.
No mesmo ano esta história começa a tomar outros contornos. A Turma 45 traz Brecht para Fundação com ‘’Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny’’. A temporada, que iniciou em agosto 2011, acontece no Teatro Timochenco Webhi. Ao longo de quase dois meses as apresentações foram bombardeadas por siriris, que tomaram a estrutura do teatro, que por causa das luzes do espetáculo, saiam em revoada por todo canto: no palco, no público, na equipe técnica, nos atores, dentro da roupa... Corajosamente e pelo amor à arte, a equipe tocou as apresentações até o final.

As condições do teatro eram piores do que se imaginava. No início de 2012, o teatro ainda recebe a temporada da Turma 46 “Trabalhos de amor perdidos”. No entanto, a época não era de revoada de siriris (que depois perdem as asinhas e se tornam cupins) e eles puderam seguir uma temporada com a presença de grande público.
Em seguida, a Turma 47 retoma a ocupação (e neste caso, por favor, entendam como ocupação artística, afinal é sempre bom deixar claro) do Polo Cultural Casa de Vidro, com Teatro-Dança. Época em que, infelizmente, o teatro Timochenco Webhi é interditado. Situação que continua até os dias de hoje...

E a Turma 49, participando de todo este processo... Esperamos agora “Iepe”, formatura da Turma 48, que escolheu a Casa de Vidro como espaço para a temporada. Mas, a você, caro leitor, que se dispôs a ler este texto até aqui, sinto lhe informar, daqui pra frente o que a Turma 49 começa a ver é a queda, ainda mais, ao contrário de toda a ascensão que foi conquistada desde 1968, quando foi inaugurada a Fundação.
Já estamos em 2013 e nada do teatro reformado. Pelo contrário. Interditado, sem cadeiras, com a possibilidade de desabamento do palco e uma necessidade premente de reforma. Além disso, mesmo sem o início da reforma, nossa grande surpresa é a tomada do Polo Cultural Casa de Vidro, transferida para a Fundação Pró-Memória.

Foi-nos garantido a volta da Casa de Vidro, e isso está gravado em vídeo a fala de um governante da cidade afirmando. A surpresa é que nada disso nos foi confirmado oficialmente. Além disso, ouvimos que apenas “Iepe”, de toda esta geração das “Turmas Cinquentas” que se inicia, terá a Casa de Vidro. Depois... é apenas depois....
Vale lembrar que o espaço físico de um teatro, dentro de um curso de Artes Dramáticas, é inerente à formação de alunos. A Casa de Vidro e o teatro são além de espaços de apresentação, salas de aula.

Em todo este contexto de espaço, excluí ainda outras questões: teremos verba para montagem, herança das outras turmas? Cadê os profissionais escolhidos pela Turma para capacitação da montagem, processo este que faz parte da matriz curricular do curso? Teremos figurino, cenário, camarim, iluminação, espaço para alunos fazerem estágio, programa e divulgação para a formatura da Turma 49, que entrou com tantas promessas nesta escola? Ao contrário da falta de posicionamento das secretarias, já se foi resolvido se a Fundação faz parte da Secretaria de Cultura ou Secretaria de Educação?
Parece óbvio que a Turma 49 vem antes da Turma 50. Quero dizer, a Turma 49, vem antes da 50 e de toda esta geração que não viu o que a minha turma viu: montagens de herança artística, passada de geração em geração. A dedicação a um processo que muda sua vida, que te apresenta como artista à cidade e que reflete isto diretamente em todo cidadão que assiste ao espetáculo.

A Turma 49 estreia sua montagem em agosto deste ano. Estamos num processo sem saber exatamente para aonde irmos. Mas entendemos que o número de nossa turma não nos foi dado à toa. Os deuses do teatro escolheram muito bem. Termina a Geração 40 para nascer a 50, e aqui Geração 50 de Turmas da Fundação das Artes, um recado da Turma 49:
“Ficamos admirando a nova turma que aqui chega e pensamos: tá vendo eles, se fizermos uma formatura que mostre que vale a pena continuar, talvez muitos deles não desistam da escola, da arte. Se continuar e reconquistarmos o que é nosso, deixado como herança pelas nossas Famílias de Teatro, pelos outros artistas, eles continuarão. Se continuarmos, toda a geração 50 poderá ver a época maravilhosa que nós vimos. Então, queridos, tenham a certeza que não ficaremos apenas no “se”. Tudo isso faz parte do Processo de Montagem da 49, é o nosso processo quanto formação de artistas, como seres humanos. Dá vontade de sair correndo, largar tudo, mas isso passa quando pensamos na nossa trajetória e encontramos com vocês pelos corredores. E quando a Turma 56 entrar na Fundação, e Turma 49 já for parte da memória, saibam que, mesmo apenas em cinco, fizemos o melhor que pudemos pela 49 e pela Geração 50. Obrigada queridos, por serem também a nossa força diária”.

Sarah Galvano, é aluna da Turma 49, mauaense, ex-bolsita-estagiária (pelo corte das bolsas), jornalista e estreia a montagem de formatura em agosto deste ano.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Informe de 21 de fevereiro de 2013 - Noite especial em São Caetano do Sul.



Mais de 150 pessoas participaram da Caminhada Artística pela Aprovação do Plano Municipal de Cultura e em prol da Fundação das Artes. A concentração começou no Teatro Santos Dumont e às 19h10, todos saíram em direção à Câmara Municipal. Foi uma caminhada cultural, lúdica, com artistas, professores e alunos das mais diferentes linguagens por quase 500 metros na Avenida Goiás - principal via da cidade.

Depois de uma pequena "evolução" em frente à sede da Secretaria Municipal de Cultura, os integrantes se dirigiram para a entrada da Câmara Municipal.  Aqui registra-se a nota triste, pois em princípio foram todos barrados pela Guarda Civil Municipal - embora a Secretaria de Cultura estivesse informada sobre a Caminhada artística. Após muita negociação feita por uma professora e uma conselheira de cultura que já estavam dentro do auditório, a entrada foi autorizada.

No entanto, mochilas foram abertas, alunos revistados e a entrada controlada. Oito viaturas acompanhavam do lado de fora; dentro, diversos guardas ficaram de "plantão". Parece que alunos vestidos com figurinos, portando instrumentos e camisetas de atividades culturais assustaram bastante ao Poder Público - executivo e legislativo. Tanta alegria e participação social não deveriam ser tratados dessa forma.

Enfim, todos entraram; sem os instrumentos e as faixas, mas entraram; sem fazer barulho ou cantar, mas entraram; sob as vistas de muitos guardas armados, mas entraram.

Ocorreu, enfim, a posse dos conselheiros para o biênio 2013-2014, com a presença de 11 dos 19 vereadores (Carlos Seraphim, Cidão do Sindicato, Edison Parra, Fábio Palácio, Fábio Soares, Jorge Salgado, José Xavier, Magali Pinto, Marcel Munhoz, Roberto do Proerd, Severo e Amigos). Logo após a posse, foi feita a primeira reunião ordinária para eleição do Presidente e Secretário.

Durante toda a caminhada e cerimônia da Secretaria de Cultura, alunos mostraram cartazes com frases sobre a situação: "Fundação sem cortes", "Apoiem as artes", "Eu aprovo o Plano de Cultura", "A Fundação não é o Alcina", "Um voto pela Cultura". O Secretário Jander de Lira anunciou que os problemas da Fundação serão resolvidos e que as bolsas dos estagiários serão imediatamente retomadas.

Foi uma festa da participação social e da mobilização artística. Queremos o Plano Municipal de Cultura construído pela sociedade em 2012 aprovado e colocado em prática.

Fazemos parte desse movimento e estamos alerta, muito alerta, aguardando as respostas e o posicionamento oficial da Prefeitura sobre a Fundação das Artes.

Parabéns a todos que estão escrevendo uma nova história em São Caetano do Sul.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nota de esclarecimento da APAP sobre bolsas de alunos e salário de professores da Fundação das Artes

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A APAP – Associação de Pais, Alunos e Professores da Fundação das Artes, como representante de alunos e professores da Fundação das Artes, repudiando a matéria publicada pelo Jornal ABCD Maior em 07 de fevereiro de 2013, vem a público esclarecer que, quanto ao salário dos docentes, destaca que o suposto esquema apresentado pelo Secretário de Cultura, Sr. Jander de Lira, trata-se, na verdade, de um sistema de atribuição, aprovado pelo Conselho de Curadores, o qual atribui quantidade de horas a serem desenvolvidas na Escola e outra para preparação, planejamento de atividades correlatas e que continua a ser aplicada pela nova administração.

Para calcular o total mensal, multiplica-se o valor semanal por 5 (cinco), conforme legislação. A hora-aula, no período da noite, sábado e finais de semana (período de maior atribuição) tem 40 minutos. Assim, aos sábados e domingos, das 9h às 22h, por exemplo, um professor tem 39 horas de atribuição (195 mensais) apenas para estes dois dias. Para preparar estas atividades, o docente pode valer-se de outros horários. Muitos profissionais da instituição trabalhavam horas adicionais nos períodos da manhã, tarde e noite e mesmo aos finais de semana para preparar e realizar as atividades artístico-culturais, como ensaios e apresentações, necessidade de uma escola para formação de artistas.


A folha de pagamento dos professores da Fundação das Artes é empenhada e paga sempre no mesmo mês. Valores pagos em janeiro são resultado de atribuição e responsabilidade da nova administração. De qualquer forma, chama a atenção o fato que, de acordo com o Portal da Cidadania, o valor total investido em folha de pagamento da Fundação das Artes no mês de janeiro de 2013 para todos os 85 professores corresponde ao total de R$21.240,88 – valor abaixo do que foi apresentado na matéria para um único professor.



Acerca do Auxílio-Estudo, no entendimento da APAP e da Assessoria Jurídica da Fundação das Artes à época, nunca houve descumprimento de lei nem malversação de dinheiro público. Existe uma diferença entre a "Bolsa de Estudos" regulada pela Lei Municipal 4979/11 e o "Auxílio-Estudo por Monitoria" regulado pela Portaria da Fundação das Artes e aprovada pelo Conselho de Curadores presidido na época, junho de 2010, por Roberto Martins.



Para ter a “Bolsa de Estudos” basta o aluno ser residente em São Caetano do Sul, ter menos de 6 salários-mínimos de renda mensal, não ter sido reprovado/trancado matrícula/menos de 75% de frequência, para ter a aprovação da Bolsa. Nos editais de concessão anteriores, TODOS os munícipes que se enquadraram foram atendidos.


Para ter o “Auxílio-Estudo”, o aluno é selecionado por professor da área, aprovado pela coordenação, e uma vez aprovado, auxilia professores na monitoria dos cursos e demais atividades. Ou seja, faz por merecer o benefício: tem horário e é controlado nas atividades e aulas pelos professores que fazem relatórios e acompanham o desenvolvimento dos alunos monitores e monitorados. Além do que, o auxílio-estudo é proporcional à carga de atividades que esse aluno exerce. Importante: o auxílio-estudo também é utilizado por munícipes: seja por interesse no estágio, seja porque não enquadram no Programa de Bolsa de Estudos.


Portanto, questionamos:


1) Se não contasse com os monitores, a Fundação das Artes teria professores suficientes para substituí-los sem prejuízo das atividades escolares? Não. Se o auxílio-estudo é para alunos que residem e não residem em São Caetano do Sul, isso se deve a uma falta de procura dos que moram na cidade para tal atividade. O município não abre mão de receita por causa disso, pois economiza com as atividades prestadas por estes alunos em detrimento de contratação de professores/monitores via concurso público e salários mensais mais encargos trabalhistas para uma atividade que pode ser prestada por um aluno, beneficiando o próprio aluno no aprendizado e o curso em si.



2) Se a USCS tem "auxílio-estágio de até 50% do valor da mensalidade", que não são só moradores de São Caetano do Sul, conforme veiculado no site da prefeitura há anos, porque a Fundação das Artes não pode ter?



A APAP repudia qualquer prática lesiva à imagem de seus professores e alunos e coloca-se sempre à disposição para prestar esclarecimentos, pois entende que a melhor maneira para de resolver os problemas encontrados pela nova administração passa, em primeiro lugar, pelo diálogo e, por fim, pelo estudo aprofundado das especificidades de uma instituição de ensino de artes que há 44 anos desenvolve trabalho exemplar e único no Brasil.



APAP – Associação de pais, alunos e professores

da Fundação das Artes de São Caetano do Sul

Diário do Grande ABC publica primeira matéria sobre as mudanças na FASCS

O jornal regional do ABC Paulista publica matéria com as primeiras informações sobre as mudanças administrativas na Fundação das Artes. Traz entrevistas com alunos e a nova equipe administrativa da instituição. (clique aqui para ler a matéria na íntegra)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CRONOLOGIA

2012
07/10 - Paulo Pinheiro, do PMDB, vence eleição em São Caetano do Sul.
17/10 - O Conselho de Curadores da Fundação das Artes, em reunião ordinária, define a elaboração de relatórios de transição e prazos de entrega dos mesmos.
26/10 - Em reunião pública do Conselho de Política Cultural, a então Secretária de Cultura Adriana Sampaio disponibiliza para o Prefeito eleito equipe para o processo de transição.
11/12 - É anunciado o futuro Secretário Municipal de Cultura, Jander Cavalcanti de Lira. Nesta mesma data o Plano Municipal de Cultura de São Caetano poderia ter sido aprovado na Câmara Municipal, mas não entrou em votação, apesar da presença de mais de 100 pessoas em aberto apoio à aprovação.
17/12 - Coordenadores de área e responsáveis pelos diversos setores da Fundação das Artes apresentam ao Conselho de Curadores relatório de todas as áreas administrativas e escolas. Preparada como atividade de transição, a reunião não recebe nenhum representante do novo governo.
28/12 - Encerrado o expediente de 2012, nenhum relatório de transição é transferido para a nova equipe ou atividade conjunta é realizada, uma vez que nenhum integrante do novo governo procura a equipe da Fundação das Artes.

2013
01/01 - Vagner Perton é anunciado Diretor Geral da Fundação das Artes.
02/01 - O novo diretor se apresenta pela primeira vez. Motivadas pelos colaboradores antigos, são iniciadas reuniões conjuntas. Na primeira e segunda semanas, são transferidos processos administrativos e informações acerca da Fundação das Artes.  A maioria dos funcionários está em período de férias e embora se disponibilizem para reuniões, não são convidados para nenhuma atividade conjunta.  
14/01 – Coordenadores das Escolas são informados de que não podem realizar nenhum tipo de atividade na Fundação por conta do período de férias.
01/02, 14h – No primeiro de retorno às atividades, em uma reunião entre a nova administração e os coordenadores das escolas, são apresentadas algumas das novas medidas. 01/02, 15h – Em reunião conjunta entre a equipe da nova administração, coordenadores destituídos e mais de sessenta professores da Fundação das Artes, são elencadas as medidas: (1) corte de despesas, (2) destituição dos coordenadores eleitos e mudança na forma de ocupação da função, os quais passariam a ser indicados pela Direção Pedagógica, (3) redução da carga horária de professores, (4) anulação do Plano de Trabalho e Calendário Artístico Cultural aprovado no ano anterior, (5) cancelamento do uso dos teatros municipais Santos Dumont e Paulo Machado de Carvalho para atividades de alunos da Fundação, (6) suspensão do Programa de Auxílio-Estudo e (7) transferência do Polo Cultural Casa de Vidro para a Fundação Pró-Memória. Depois de apenas 1 hora, a reunião é encerrada e a Diretora Pedagógica inicia a distribuição da Atribuição de aulas, sem conseguir concluir a tarefa. O espaço físico da Fundação das Artes já está modificado: mesas e computadores de coordenadores já foram deslocados para outros setores.
02/02 – São iniciadas as aulas. Os alunos são informados das novas medidas pelos próprios professores, uma vez que a nova administração não faz um pronunciamento oficial. Cria-se um ambiente de dúvida e incertezas.
04/02 – Por conta da forma como foi conduzida a retomada dos trabalhos, seis coordenadores destituídos e desligados protocolam uma carta solicitando esclarecimentos da nova administração. Diante das novas medidas, os alunos das Escolas de Música e Teatro exigem posicionamento da Escola. Constituem uma comissão mista de alunos e exigem esclarecimentos da Diretora Pedagógica, Sra. Noemi Munhoz. Diante de mais de 200 alunos e professores, a Diretora reitera as medidas e questionada, informa que “não pode fazer nada” e que quem estiver insatisfeito pela perda do auxílio-estudo “deve se mudar para São Caetano”. É iniciada uma intensa campanha pelas mídias sociais contra as novas medidas e a forma como o processo está sendo conduzido.
05/02 – Ex-alunos publicam nas mídias sociais manifesto de repúdio às novas medidas e de apoio ao movimento de alunos e professores.
06/02 – É publicada matéria no jornal Diário do Grande ABC sobre a situação da Fundação das Artes. Alunos da Escola de Música e da Escola de Teatro realizam manifestação artística no saguão da Fundação das Artes com a presença de mais de 300 pessoas. Vagner Perton (Diretor Geral), Noemi Munhoz (Diretora Pedagógica) e Alex Campos (Assessor Jurídico) recebem mais de 300 pessoas no Teatro Timochenco Wehbi, interditado desde o ano passado. Reforçam as medidas mais uma vez e durante quase 4 horas, não apresentam soluções para os problemas criados pelas novas medidas. Alunos da Escola de Música e de Teatro entregam cartas construídas coletivamente exigindo esclarecimentos da nova administração. É iniciada uma intensa campanha pelas mídias sociais contra as novas medidas e a forma como o processo está sendo conduzido.
07/02 – A intensa campanha realizada nas mídias sociais aumenta de forma geométrica. É criado o movimento Alerta Fundação das Artes. O Blog de Luis Nassif, de grande audiência em todo o Brasil, publica a primeira nota sobre o assunto. Cooperativa Paulista de Teatro entra em contato para entender a situação. Alunos, professores, pais, ex-alunos explicitam sua insatisfação com a situação. A Prefeitura de São Caetano do Sul publica a primeira nota oficial sobre a questão, destacando a ilegalidade da concessão do benefício do auxílio-estudo destacando que “essa atitude da Prefeitura de São Caetano do Sul, por meio de sua Secretaria de Cultura, está sendo adotada para garantir as bolsas de estudos a quem realmente tem direito, ou seja, os contribuintes da cidade.” Inicia-se intenso debate acerca da questão e o posicionamento da Prefeitura passa a ser criticado por vários setores e segmentos da sociedade.
08/02 – O Jornal ABCD Maior publica matéria parcial e unilateral a partir de entrevista concedida pelo Secretário Municipal de Cultura Jander Cavalcanti de Lira em que se afirma que o novo governo estava acabando com esquema de horas extras na Fundação das Artes. O Diretório Municipal do PSOL de São Caetano publica nota de repúdio à nota oficial da Prefeitura. O Deputado Federal Ivan Valente também se posiciona contra as medidas da Prefeitura. A Cooperativa Paulista de Teatro também publica nota em seu site acerca do movimento de alunos e professores. Um grupo de 5 professores e 10 alunos é recebido pelo Chefe de Gabinete, Eduardo Casonato, em reunião em que todos os problemas são apresentados. Fica a promessa de um novo posicionamento da Prefeitura a respeito da situação. 

10/02 - O Blog de Luis Nassif publica a segunda nota sobre o assunto.