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quarta-feira, 13 de março de 2013

COMISSÃO DA FUNDAÇÃO DAS ARTES CADASTRA MANIFESTAÇÕES NA OUVIDORIA PÚBLICA MUNICIPAL

A Comissão Mista de Diálogo Pró-Fundação das Artes, representando a comunidade da instituição, sentindo-se lesada pela falta de respostas oficiais da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação das Artes prometidas para o dia 18 de fevereiro de 2013, 37 dias após o primeiro documento ser protocolado sem devolutiva e exercendo o direito previsto no artigo 7º da Lei 3.494 de 10 de janeiro de 1997, decidiu manifestar, uma a uma, todas as demandas elencadas por pais, alunos e professores da Fundação das Artes na Ouvidoria Pública Municipal de São Caetano do Sul.

A Comissão espera, com esta medida, ter o direito de acesso às informações atendido, de forma que toda a comunidade possa, de fato, estabelecer um diálogo efetivo com a nova administração e os representantes da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação das Artes.

Assim que as respostas forem encaminhadas, divulgaremos as informações em nossos canais de comunicação para ciência de toda a sociedade.

Aproveitamos o ensejo para divulgar este importante canal de comunicação do cidadão com a administração municipal. Basta acessar o seguinte endereço e cadastrar sua manifestação: http://www.saocaetanodosul.sp.gov.br/ouvidoria.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

2011 – Lei 4979 - Regulamenta Bolsas de estudo

Confira a Lei na íntegra aqui.

2009 - Lei 4786 – Cria cargos para a Fundação das Artes

Confira a Lei na íntegra aqui.

1973 - Lei 2095 - Altera a estrutura da Fundação das Artes

Confira a Lei na íntegra aqui.

1973 - Decreto 3829 – Altera o Estatuto da Fundação das Artes

Confira o Decreto na íntegra aqui.

1968 - Lei 1671 – Criação da Fundação das Artes

Confira a Lei na íntegra aqui

1968 - Decreto 3102 - Estatuto Fundação das Artes

Confira o Decreto na íntegra aqui

Senhores é tempo de diálogo!


A Fundação das Artes sempre esteve em crise e isto é um fato. Sua existência é fruto da persistência. Acredito sim que há muito para se mudar. Creio que todos querem mudanças. Mas é preciso estar aberto para ouvir. É preciso conhecer a história e o funcionamento da instituição. Espero que haja humildade para que se reconheçam as falhas de comunicação e conduta antes que comecem a se repetir as histórias. A FASCS é uma escola de ARTES e precisa ser administrada por um gestor que compreenda suas especificidades. Tomara que se estabeleça o diálogo, pois não quero abrir o jornal e dar de cara com uma notícia como a publicada no Diário do Grande ABC, na sexta-feira, 11 de março de 1983:

MEIO CULTURAL CONTRA A EXTINÇÃO DA FUNDAÇÃO
A Fundação das Artes de São Caetano deve ser mantida a qualquer custo. Esta é a opinião de três pessoas ligadas à Cultura no Grande ABC, discordando do presidente do Conselho de Curadores da instituição, Ítalo Dal’Mas, que afirmou na última terça-feira não pretender salvar a entidade, caso seu objetivo de manter as escolas de arte não seja seguido à risca.
            O secretário de Educação, Cultura e Esportes de Santo André, Durval Daniel, disse que a Fundação, assim como todos os núcleos culturais da região, têm de ser preservados, porque a área cultural está completamente desativada. José Armando Pereira da Silva, ex-curador da instituição e produtor cultural de Santo André, considerou que Ítalo Dal’Mas desconhece o significado das atividades da Fundação das Artes em seus 15 anos de existência e não tem condições de avaliar a situação da entidade porque não acompanhou de perto o trabalho. Por sua vez, o ex-secretário de Educação, Cultura e Esportes de São Bernardo do Campo e deputado estadual, Fernando Leça, afirmou que não tinha consciência, antes das declarações do presidente do Conselho de Curadores dos perigos que cercavam a sobrevivência da entidade.
Ítalo Dal’Mas publicou um artigo, sábado, num jornal de São Caetano, onde emite várias opiniões acerca da instituição dizendo que “razões de sobra possuem os que, como o prefeito Walter Braido, manifestaram-se favoráveis à extinção da Fundação das Artes”. Segundo declarou na última terça-feira, os objetivos da entidade foram desvirtuados, porque ela reduziu-se a festivais artísticos e promocionais, e transformou-se em mero centro de distrações ou de “ocupações de funcionários relapsos e de curadores ociosos que fazem o jogo das trocas ou se limitam a realizar exibições supostamente modernas”.
Durval Daniel disse ontem que considera Ítalo Dal’Mas uma pessoa competente que saberá contornar essa situação para manter a Fundação das Artes. “Se existem desvios, eles devem ser corrigidos. O Grande ABC está ruim na área cultural, e por isso, a Fundação tem de ser preservada” – salientou o secretário.
José Armando Pereira da Silva disse que a atitude de Ítalo Dal’Mas, ao fazer aquelas declarações, é totalmente errada e mostra que ele desconhece as atividades da instituição. “Só uma pessoa provinciana como ele demonstra ser em suas crônicas de jornal é capaz de ter essa opinião. Ele não tem a menor condição de avaliar a entidade, porque não acompanhou o trabalho que vem sendo desenvolvido nestes 15 anos de sua existência” – observou, acrescentando: “É lamentável a Administração conhecer os 15 anos de Fundação das Artes, tirar Milton Andrade da direção e colocar como presidente do Conselho de Curadores uma pessoa totalmente desligada da atividade artística da região”.
O deputado Fernando Leça, que a partir do dia 15 assume sua cadeira na Assembleia Legislativa prometendo lutar pela educação e cultura da região, considerou as declarações e os conceitos emitidos pelo presidente do Conselho de Curadores revelam alguma confusão e acentuada incoerência: “Primeiro, o sr. Dal’Mas reconhece razões de sobra às pessoas – entre as quais inclui o prefeito Walter Braido que propugnam pela extinção da entidade. Logo depois, reconhece também os nobres objetivos da instituição. E arrematando a contradição, mas assumindo-a implicitamente, afirma que não lhe passa pela cabeça a ideia de salvar a Fundação”.
Prosseguindo em depoimento, Leça coloca: “Se formos levados a concordar com a análise do sr. Dal’Mas e admitir a veracidade de suas acusações quanto aos desvios de finalidade da Fundação e a falta de seriedade no emprego dos dinheiros públicos que lhe tem sido destinados, ainda assim não poderíamos jamais concordar com a terapia suicida que se preconiza. Faltam-me elementos para contestar o seu diagnóstico, mas não posso aceitar a ideia de que a solução seja matar o doente. Nego-me a acreditar, como já disse em outra oportunidade, que o Prefeito Walter Braido, criador da Fundação das Artes, se disponha agora a extinguí-la”.
Ele disse que não conhece os estatutos da entidade e os detalhes do seu funcionamento interno, e não está em condições de emitir juízo de valor sobre descompasso eventual entre uma coisa e outra, mas considera também natural que a sua filosofia de ação seja reajustada. “O que não posso admitir é a simples cogitação, a mera hipótese de dar cabo a uma experiência tão rica e tão consistente como é a escola de música mantida pela Fundação das Artes, além de outras de suas atividades. Reitero a convicção de que o prefeito Walter Braido não compartilha da ideia de fechar a entidade. Pretendo procura-lo, para certificar-me pessoalmente disso e espero fortalecer essa certeza” – comentou o deputado.
Fernando Leça propôs-se, caso as dificuldades da instituição sejam de ordem financeira – já que ela é subsidiada apenas pela Prefeitura de São Caetano -, a levar ao governador Franco Montoro e ao futuro secretário de Cultura do Estado, deputado Pacheco e Chaves, a reivindicação de uma ajuda por parte do Estado, através de um convênio ou qualquer outra forma. “Acho até justo que isso aconteça” – finalizou.

Tomara que isto seja apenas um registro de um passado distante.


Paula Venâncio
Mestre em Comunicação. Jornalista. Pesquisadora do Teatro no ABC. Artista do subúrbio. Moradora de São Caetano do Sul. Atriz formada pela FASCS. Ex-aluna bolsista (período em que ainda morava em Santo André) da escola de teatro e de artes visuais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

1973 - Decreto 3842 - Altera o Estatuto da Fundação das Artes

"Estabelece o Estatuto da Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FUNDARTE) e dá outras providências"

Clique aqui para ler o decreto na íntegra

Auxílio-estudo da Fundação das Artes


Por Alexandre Funaki

NÃO HAVIA DESCUMPRIMENTO DE LEI COM AS BOLSAS-AUXILIO.
Fui Assessor Jurídico da FASCS até 31/dez/2012 e tenho a esclarecer o seguinte:

- Existe uma diferença entre a "Bolsa de Estudos" regulada pela Lei Municipal 4979/11 e o "Auxílio-Estudo por Monitoria" regulado pela Portaria da FASCS e aprovada pelo Conselho de Curadores presidido na época por Roberto Martins (junho/2010).

- Para ter a “Bolsa de Estudos” basta o aluno ser residente em SCS, ter menos de 6 Salários-mínimos de renda mensal, não ter sido reprovado/trancado matrícula/menos de 75% de frequência, para ter a aprovação da Bolsa. Nessa, são tão poucos os interessados, que sobram Bolsas.

- Para ter o “Auxílio-Estudo”, o aluno é selecionado por professor da área, e aprovado pela coordenação, e uma vez aprovado, deve Auxiliar o Professor na Monitoria dos cursos e demais atividades, ou seja, faz por merecer a Bolsa, tem horário para essas atividades e é controlado nas atividades e aulas pelos professores que fazem relatórios e acompanham o desenvolvimento dos alunos monitores e monitorados. Além do que, o Auxilio-Estudo é proporcional à Carga de Atividades que esse aluno exerce.

- Aí pergunta-se:

1) se não tivessem os monitores, a FASCS teria professores suficientes para substituí-los sem prejuízo das atividades escolares? NÃO; Se o Auxilio-estágio é para alunos que residem e não residem em SCS, isso se deve a uma falta de procura dos que moram aqui para tal atividade e o município não abre mão de receita por causa disso, pois economiza com as atividades prestadas por estes alunos em detrimento de contratação de professores/monitores via concurso público e salários mensais mais encargos trabalhistas para uma atividade que pode ser prestada por um aluno, beneficiando o próprio aluno no aprendizado e o curso em si.

2) Se a USCS tem "auxílio-estágio de até 50% do valor da mensalidade", que não são só moradores de SCS, conforme veiculado no site da prefeitura há anos, porque a FASCS não pode ter? 

Nota de esclarecimento da APAP sobre bolsas de alunos e salário de professores da Fundação das Artes

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A APAP – Associação de Pais, Alunos e Professores da Fundação das Artes, como representante de alunos e professores da Fundação das Artes, repudiando a matéria publicada pelo Jornal ABCD Maior em 07 de fevereiro de 2013, vem a público esclarecer que, quanto ao salário dos docentes, destaca que o suposto esquema apresentado pelo Secretário de Cultura, Sr. Jander de Lira, trata-se, na verdade, de um sistema de atribuição, aprovado pelo Conselho de Curadores, o qual atribui quantidade de horas a serem desenvolvidas na Escola e outra para preparação, planejamento de atividades correlatas e que continua a ser aplicada pela nova administração.

Para calcular o total mensal, multiplica-se o valor semanal por 5 (cinco), conforme legislação. A hora-aula, no período da noite, sábado e finais de semana (período de maior atribuição) tem 40 minutos. Assim, aos sábados e domingos, das 9h às 22h, por exemplo, um professor tem 39 horas de atribuição (195 mensais) apenas para estes dois dias. Para preparar estas atividades, o docente pode valer-se de outros horários. Muitos profissionais da instituição trabalhavam horas adicionais nos períodos da manhã, tarde e noite e mesmo aos finais de semana para preparar e realizar as atividades artístico-culturais, como ensaios e apresentações, necessidade de uma escola para formação de artistas.


A folha de pagamento dos professores da Fundação das Artes é empenhada e paga sempre no mesmo mês. Valores pagos em janeiro são resultado de atribuição e responsabilidade da nova administração. De qualquer forma, chama a atenção o fato que, de acordo com o Portal da Cidadania, o valor total investido em folha de pagamento da Fundação das Artes no mês de janeiro de 2013 para todos os 85 professores corresponde ao total de R$21.240,88 – valor abaixo do que foi apresentado na matéria para um único professor.



Acerca do Auxílio-Estudo, no entendimento da APAP e da Assessoria Jurídica da Fundação das Artes à época, nunca houve descumprimento de lei nem malversação de dinheiro público. Existe uma diferença entre a "Bolsa de Estudos" regulada pela Lei Municipal 4979/11 e o "Auxílio-Estudo por Monitoria" regulado pela Portaria da Fundação das Artes e aprovada pelo Conselho de Curadores presidido na época, junho de 2010, por Roberto Martins.



Para ter a “Bolsa de Estudos” basta o aluno ser residente em São Caetano do Sul, ter menos de 6 salários-mínimos de renda mensal, não ter sido reprovado/trancado matrícula/menos de 75% de frequência, para ter a aprovação da Bolsa. Nos editais de concessão anteriores, TODOS os munícipes que se enquadraram foram atendidos.


Para ter o “Auxílio-Estudo”, o aluno é selecionado por professor da área, aprovado pela coordenação, e uma vez aprovado, auxilia professores na monitoria dos cursos e demais atividades. Ou seja, faz por merecer o benefício: tem horário e é controlado nas atividades e aulas pelos professores que fazem relatórios e acompanham o desenvolvimento dos alunos monitores e monitorados. Além do que, o auxílio-estudo é proporcional à carga de atividades que esse aluno exerce. Importante: o auxílio-estudo também é utilizado por munícipes: seja por interesse no estágio, seja porque não enquadram no Programa de Bolsa de Estudos.


Portanto, questionamos:


1) Se não contasse com os monitores, a Fundação das Artes teria professores suficientes para substituí-los sem prejuízo das atividades escolares? Não. Se o auxílio-estudo é para alunos que residem e não residem em São Caetano do Sul, isso se deve a uma falta de procura dos que moram na cidade para tal atividade. O município não abre mão de receita por causa disso, pois economiza com as atividades prestadas por estes alunos em detrimento de contratação de professores/monitores via concurso público e salários mensais mais encargos trabalhistas para uma atividade que pode ser prestada por um aluno, beneficiando o próprio aluno no aprendizado e o curso em si.



2) Se a USCS tem "auxílio-estágio de até 50% do valor da mensalidade", que não são só moradores de São Caetano do Sul, conforme veiculado no site da prefeitura há anos, porque a Fundação das Artes não pode ter?



A APAP repudia qualquer prática lesiva à imagem de seus professores e alunos e coloca-se sempre à disposição para prestar esclarecimentos, pois entende que a melhor maneira para de resolver os problemas encontrados pela nova administração passa, em primeiro lugar, pelo diálogo e, por fim, pelo estudo aprofundado das especificidades de uma instituição de ensino de artes que há 44 anos desenvolve trabalho exemplar e único no Brasil.



APAP – Associação de pais, alunos e professores

da Fundação das Artes de São Caetano do Sul

Manifesto de ex-alunos da Fundação das Artes

A Fundação das Artes de São Caetano é uma escola ímpar na formação de artistas e cidadãos. É uma escola que forma artistas, mas para que esta formação aconteça plenamente a formação do cidadão é trabalhado firmemente, uma vez que o artista em sua plena ação deve ter a consc...iência para o coletivo e não preocuparse com o individual. Este é um momento muito sério na história da Instituição de ensino de artes Fundação das Artes. Meses atrás a cidade passou por um turbulento período eleitoral em que todos ACREDITARAM que seria de mudanças e novas propostas.
Mas o que estamos presenciando no setor da Cultura na cidade de São Caetano do Sul é completamente inverso. Não houve diálogo para a formação da nova equipe e a equipe de coordenadores, alguns atuantes há dezessete anos foram destituídos do cargo. Não são os chamados cargos de confiança, são professores que vestiram a camisa e com certeza abriram mão de coisas para exercer com afinco as propostas do que esperamos que seja uma escola de artes. A Fundação sempre teve problemas com o espaço, hoje a coisa se dificultou ainda mais, pois os espaços anteriormente conquistados também foram tirados da administração da escola. Onde os alunos se apresentarão? Nos auditórios das escolas municipais? Eles não terão a experiência do que é apresentar-se em espaço com luz cênica, por exemplo? E as questões acústicas para a Escola de Música? Os alunos se apresentarão em espaços inadequados para os recitais e concertos?
Entendemos que a arte está em todo lugar, mas para uma formação ampla condições mínimas devem ser observadas. O Teatro Timochenco Wehbi (um dos grandes professores da Escola de Teatro e dramaturgo reconhecido internacionalmente) está interditado e mesmo interditado tem aulas. A gestão fala em regularizar o que não está regularizado, mas questões mínimas não são observadas. Os gestores atuais e direção pedagógica parecem desconhecer a natureza da criação artística e principalmnente da formação do artista. A Escola por natureza é uma produtora de artes, a produção é fruto de processos pedagógicos que visam a formação do artista. Não teremos mais as montagens teatrais nom caráter que eram com uma preocupação em proprocionar para o aluno uma vivência do que é de fato uma temporada de teatro?
A ESCOLA PRODUZ ARTE, É INERENTE A ELA PRODUZIR. A Escola sempre foi representada nacionalmente pelos alunos em encontros artísiticos variados, inclusive com grande visibilidade e reconhecimento da qualidade do trabalho. A Escola de Dança já criou coreografias que foi vencedora em edições do Festival de Joinville, que é referência mundial na dança. Alunos de Artes Visuais já foram escolhidos para participar de exposições internacionais. Sem contar o respeito que a Escola de Música tem perante toda a academia de artes no Brasil. E isso é produção artística. Ela deve ser incentivada e não disseminada.
A Fundação das Artes nunca foi nem nunca será uma escolinha. ELA É UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO DE ARTES. ELA PROMOVE O ACESSO À ARTE. ELA É UM PATRIMÔNIO CULTURAL E DEVE SER TRATADA COMO TAL. Pedimos que as autoridades públicas do município de São Caetano do Sul ou não intercedam pela manutenção da arte. Num país onde a arte é tão marginalizada lugares como a Fundação das Artes tornam-se um lugar de resistência. RESISTIREMOS TODOS. Cabe a nós defender a história e o legado da Fundação das Artes.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CRONOLOGIA

2012
07/10 - Paulo Pinheiro, do PMDB, vence eleição em São Caetano do Sul.
17/10 - O Conselho de Curadores da Fundação das Artes, em reunião ordinária, define a elaboração de relatórios de transição e prazos de entrega dos mesmos.
26/10 - Em reunião pública do Conselho de Política Cultural, a então Secretária de Cultura Adriana Sampaio disponibiliza para o Prefeito eleito equipe para o processo de transição.
11/12 - É anunciado o futuro Secretário Municipal de Cultura, Jander Cavalcanti de Lira. Nesta mesma data o Plano Municipal de Cultura de São Caetano poderia ter sido aprovado na Câmara Municipal, mas não entrou em votação, apesar da presença de mais de 100 pessoas em aberto apoio à aprovação.
17/12 - Coordenadores de área e responsáveis pelos diversos setores da Fundação das Artes apresentam ao Conselho de Curadores relatório de todas as áreas administrativas e escolas. Preparada como atividade de transição, a reunião não recebe nenhum representante do novo governo.
28/12 - Encerrado o expediente de 2012, nenhum relatório de transição é transferido para a nova equipe ou atividade conjunta é realizada, uma vez que nenhum integrante do novo governo procura a equipe da Fundação das Artes.

2013
01/01 - Vagner Perton é anunciado Diretor Geral da Fundação das Artes.
02/01 - O novo diretor se apresenta pela primeira vez. Motivadas pelos colaboradores antigos, são iniciadas reuniões conjuntas. Na primeira e segunda semanas, são transferidos processos administrativos e informações acerca da Fundação das Artes.  A maioria dos funcionários está em período de férias e embora se disponibilizem para reuniões, não são convidados para nenhuma atividade conjunta.  
14/01 – Coordenadores das Escolas são informados de que não podem realizar nenhum tipo de atividade na Fundação por conta do período de férias.
01/02, 14h – No primeiro de retorno às atividades, em uma reunião entre a nova administração e os coordenadores das escolas, são apresentadas algumas das novas medidas. 01/02, 15h – Em reunião conjunta entre a equipe da nova administração, coordenadores destituídos e mais de sessenta professores da Fundação das Artes, são elencadas as medidas: (1) corte de despesas, (2) destituição dos coordenadores eleitos e mudança na forma de ocupação da função, os quais passariam a ser indicados pela Direção Pedagógica, (3) redução da carga horária de professores, (4) anulação do Plano de Trabalho e Calendário Artístico Cultural aprovado no ano anterior, (5) cancelamento do uso dos teatros municipais Santos Dumont e Paulo Machado de Carvalho para atividades de alunos da Fundação, (6) suspensão do Programa de Auxílio-Estudo e (7) transferência do Polo Cultural Casa de Vidro para a Fundação Pró-Memória. Depois de apenas 1 hora, a reunião é encerrada e a Diretora Pedagógica inicia a distribuição da Atribuição de aulas, sem conseguir concluir a tarefa. O espaço físico da Fundação das Artes já está modificado: mesas e computadores de coordenadores já foram deslocados para outros setores.
02/02 – São iniciadas as aulas. Os alunos são informados das novas medidas pelos próprios professores, uma vez que a nova administração não faz um pronunciamento oficial. Cria-se um ambiente de dúvida e incertezas.
04/02 – Por conta da forma como foi conduzida a retomada dos trabalhos, seis coordenadores destituídos e desligados protocolam uma carta solicitando esclarecimentos da nova administração. Diante das novas medidas, os alunos das Escolas de Música e Teatro exigem posicionamento da Escola. Constituem uma comissão mista de alunos e exigem esclarecimentos da Diretora Pedagógica, Sra. Noemi Munhoz. Diante de mais de 200 alunos e professores, a Diretora reitera as medidas e questionada, informa que “não pode fazer nada” e que quem estiver insatisfeito pela perda do auxílio-estudo “deve se mudar para São Caetano”. É iniciada uma intensa campanha pelas mídias sociais contra as novas medidas e a forma como o processo está sendo conduzido.
05/02 – Ex-alunos publicam nas mídias sociais manifesto de repúdio às novas medidas e de apoio ao movimento de alunos e professores.
06/02 – É publicada matéria no jornal Diário do Grande ABC sobre a situação da Fundação das Artes. Alunos da Escola de Música e da Escola de Teatro realizam manifestação artística no saguão da Fundação das Artes com a presença de mais de 300 pessoas. Vagner Perton (Diretor Geral), Noemi Munhoz (Diretora Pedagógica) e Alex Campos (Assessor Jurídico) recebem mais de 300 pessoas no Teatro Timochenco Wehbi, interditado desde o ano passado. Reforçam as medidas mais uma vez e durante quase 4 horas, não apresentam soluções para os problemas criados pelas novas medidas. Alunos da Escola de Música e de Teatro entregam cartas construídas coletivamente exigindo esclarecimentos da nova administração. É iniciada uma intensa campanha pelas mídias sociais contra as novas medidas e a forma como o processo está sendo conduzido.
07/02 – A intensa campanha realizada nas mídias sociais aumenta de forma geométrica. É criado o movimento Alerta Fundação das Artes. O Blog de Luis Nassif, de grande audiência em todo o Brasil, publica a primeira nota sobre o assunto. Cooperativa Paulista de Teatro entra em contato para entender a situação. Alunos, professores, pais, ex-alunos explicitam sua insatisfação com a situação. A Prefeitura de São Caetano do Sul publica a primeira nota oficial sobre a questão, destacando a ilegalidade da concessão do benefício do auxílio-estudo destacando que “essa atitude da Prefeitura de São Caetano do Sul, por meio de sua Secretaria de Cultura, está sendo adotada para garantir as bolsas de estudos a quem realmente tem direito, ou seja, os contribuintes da cidade.” Inicia-se intenso debate acerca da questão e o posicionamento da Prefeitura passa a ser criticado por vários setores e segmentos da sociedade.
08/02 – O Jornal ABCD Maior publica matéria parcial e unilateral a partir de entrevista concedida pelo Secretário Municipal de Cultura Jander Cavalcanti de Lira em que se afirma que o novo governo estava acabando com esquema de horas extras na Fundação das Artes. O Diretório Municipal do PSOL de São Caetano publica nota de repúdio à nota oficial da Prefeitura. O Deputado Federal Ivan Valente também se posiciona contra as medidas da Prefeitura. A Cooperativa Paulista de Teatro também publica nota em seu site acerca do movimento de alunos e professores. Um grupo de 5 professores e 10 alunos é recebido pelo Chefe de Gabinete, Eduardo Casonato, em reunião em que todos os problemas são apresentados. Fica a promessa de um novo posicionamento da Prefeitura a respeito da situação. 

10/02 - O Blog de Luis Nassif publica a segunda nota sobre o assunto.